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Notícias Agrifatto - 06/08

Guerra comercial aproxima o dólar dos R$ 4,00
Dólar avança a R$ 3,97/US$. A alta de 2,3% colocou a moeda norte-americana no maior patamar desde o final de maio deste ano.

Milho
Ontem (05), os futuros do milho inverteram o lado o longo do pregão, fechando em campo positivo após uma abertura com preços mais fracos.

Foram três os principais fatores para as valorizações do milho em Chicago. O primeiro motivo se dá pela depreciação do dólar no mercado internacional, tornando mais competitivo o milho norte-americano aos compradores mundiais.

Segundo, a previsão de clima mais seco também amplia o risco para a safra americana, e colabora para o avanço das cotações.

E o terceiro fator fica para o relatório de acompanhamento das lavouras divulgado pelo USDA ontem, subindo as áreas ruins em 1 p.p. (passando de 9 para 10% das áreas nessa situação).

A proporção muito ruim foi mantida em 3%, enquanto as lavouras em boas e excelentes condições caíram de 58 para 57%.

Na sequência, o milho também mostrou fortalecimento na B3 (com a desvalorização do real impulsionando o movimento). E assim, o contrato para set/19 do milho na B3 avançou 2% ao longo do último pregão, passando de R$ 36,50 da abertura para fechamento em R$ 37,25/sc.

Soja
E se o pregão da véspera foi positivo para o cereal, os futuros da soja caíram em Chicago. As acomodações acontecem após a escalada da disputa sino-americana, mantendo os entraves para o escoamento do grão norte-americano.

Aliás, as perdas só não foram maiores pela perspectiva de clima seco na região produtora dos EUA.

Neste sentido, o relatório de acompanhamento de safra divulgado ontem (05) pelo USDA, manteve as condições das lavouras, onde 57% estão em condições boas ou excelentes, 33% em situação regular, e 13% das áreas estão ruins ou péssimas.

No mercado brasileiro, a valorização dos prêmios e do câmbio reajustaram para cima as indicações da soja.

Os prêmios para embarques neste mês pelo porto de Paranaguá estão em torno de US$ 0,55/bushel, alta de 22% após iniciar agosto em US$ 0,45/bushel.

Mas o destaque é o fortalecimento do câmbio, subindo para R$ 3,97/US$. A valorização diária de 2,3% retornou o dólar aos maios patamares desde o final de maio deste ano.

O movimento de aversão ao risco foi global, após a China permitir que a sua moeda (yuan) escorregasse abaixo de 7 yuans por dólar. O movimento deixa o mercado financeiro em alerta, além de mostrar uma reação da China após anúncio de novas taxações pelos EUA.

Boi gordo
As escalas de abate recuaram no início desta semana, caindo 9,57% em relação à semana anterior.

Essa é uma movimentação esperada, devido ao menor volume de negócios no início de cada semana.

São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Rondônia, são os estados com programações mais longas, com um intervalo médio de 7 dias úteis.

Por outro lado, o Pará e o Mato Grosso do Sul exibem sinais de menor disponibilidade de animais prontos, com as programações atendendo ao redor de 5 dias úteis, na média para os dois estados.

Mas apesar das programações mais alongadas, o balcão continua exibindo preços firmes. Nesta segunda-feira (05), a maioria dos negócios se registraram entre R$ 155,00 e R$ 158,00/@ (FOB e para descontar impostos).

Já na B3 os contratos para o boi gordo continuam fragilizados, com o contrato para out/19 perdendo o suporte em R$ 160,00/@.

Ontem (05), o fechamento ficou em R$ 159,40/@, o menor valor desde o início de junho deste ano, quando o mercado ainda sentia os impactos da notícia do caso atípico de BSE no Mato Grosso.

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